Como não olhar para trás se, às vezes, o passado ainda resolve bater na minha porta?

Há alguns anos
escrevi sobre isso. Sobre escolhas erradas, pessoas que eu queria esquecer, lembranças que insistiam em aparecer e aquela sensação de que eu não conseguia simplesmente viver o presente sem ser puxada de volta para o que já tinha acontecido.
Naquela época, parecia que o passado tinha criado uma casa dentro da minha cabeça e se recusava a ir embora. Eu queria seguir em frente, mas ao mesmo tempo ainda ficava presa em histórias que não aconteceram, em pessoas que já tinham ido embora e em momentos que eu gostaria de ter vivido de outra maneira.
Hoje, olhando para aquele texto, percebo que muita coisa mudou. Eu mudei. Algumas lembranças continuam existindo, claro, mas o passado não desaparece só porque decidimos fechar a porta. Mas aprendi que lembrar não significa precisar voltar. E que sentir saudade de alguma coisa não significa que ela ainda tenha lugar na nossa vida. Talvez eu tenha passado tempo demais tentando expulsar os meus fantasmas, quando o que eu realmente precisava era aprender a conviver com algumas lembranças sem deixar que elas decidissem por mim.
A vida continuou acontecendo. Conheci pessoas, vivi momentos que naquela época eu nem imaginava e construí várias histórias novas. Algumas foram boas, outras nem tanto — porque aparentemente a vida nunca perde a oportunidade de dar aquele bom e belo chute na bunda. E acho que é justamente por isso que gosto de reler esse texto. Ele me lembra de uma versão minha que acreditava que precisava esquecer o passado para conseguir viver o presente.
Hoje eu penso diferente. Eu não preciso esquecer. Só preciso entender que o passado pode bater na minha porta quantas vezes quiser, eu só não sou obrigada a abrir :)
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Quando estava lendo os temas para derrotar o vilão da semana para o BEDA, a que mais chamou a minha atenção foi o Baú de Memórias. E a primeira coisa que pensei foi em algo que tenho guardado há muitos anos e que, de alguma forma, acabou atravessando várias fases da minha vida comigo. É uma pelúcia de soldado que ganhei quando ainda era criança. Minha mãe comprou na C&A e, desde então, ele acabou fazendo parte da minha vida por muito mais tempo do que eu poderia imaginar.
Esse, senhoras e senhores, é o Sim Senhor.
*Aliás vou dedicar essa postagem a
Amanda, que em alguma
postagem onde eu mencionei o Sim Senhor, ela pediu para ver uma foto e eu não postei. Desculpa Amanda (´ ε ` )♡
A história que ele guarda talvez não seja a mais interessante de todas, mas é uma história que eu gosto de lembrar. O Sim Senhor fez parte de muitos momentos da minha infância. Esteve presente nas brincadeiras, nos dias comuns e naquela época em que qualquer brinquedo podia ganhar uma personalidade ou uma história própria. Talvez seja por isso que, depois de tantos anos, ele ainda tenha um lugar especial entre as minhas coisas.
Segundo a minha mãe, ela estava na loja para pagar alguma coisa e, quando estava na fila comigo, tinha uma
banca cheia de soldadinhos de pelúcia ao lado. Eu pedi para brincar um pouco com um deles e ela deixou, mas, quando fomos nos aproximando do caixa, ela pediu que eu o colocasse de volta no lugar e eu me recusei. Ela diz que fiz cara de choro e tudo. Aqui vale um detalhe importante sobre mim:
eu não fui uma criança pidona :) Minha mãe conta que sair comigo sempre foi muito tranquilo, ela até me oferecia as coisas, mas eu simplesmente negava. Então, naquele dia, ela não soube como me dizer não. Uma moça que estava atrás de nós na fila, vendo toda aquela situação, me perguntou qual era o nome do soldado. Minha mãe quis falar que ele ainda não tinha nome, mas eu prontamente respondi: "
É Sim Senhor!". E nunca mais foi outro nome. Talvez, na minha cabeça, fizesse todo sentido, já que ele era um soldado.
E acho que uma das partes mais legais dessa história é que o Sim Senhor não ficou apenas na minha infância. Hoje os meus filhos também brincam com ele, inventando suas próprias histórias com o mesmo soldadinho que um dia eu não quis devolver na C&A, hahaha. E foi muito importante para mim que meu marido também conhecesse o Sim Senhor, afinal, ele já fazia parte da minha vida muito antes de nós dois nos conhecermos.
No fim, ele continua por aqui, atravessando gerações e acumulando novas histórias. E eu espero que continue assim por muitos e muitos anos. ❤

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Olá leitores, blogueiros e fadinhas das terras mágicas! Tudo bom?
Enquanto eu pensava em qual postagem poderia trazer para esse desafio, acabei voltando alguns anos no meu próprio blog. E foi assim que reencontrei uma postagem que eu nem lembrava direito de como tinha escrito, mas que, depois de reler, pensei: é essa.
Eu publiquei esse texto em junho de 2019, mas ele fala principalmente sobre 2017. E que ano, meus amigos. Que ano!
Na época, eu estava tentando colocar um ponto final em algumas coisas que tinham acontecido comigo. Tinha terminado um relacionamento de quase quatro anos, passado por outro relacionamento que durou... bom, quase nada, saído de um emprego mequetrefe, me metido em problemas que envolveram até a polícia e, no meio de tudo isso, tinha engravidado. É basicamente um compilado de "como foi que eu vim parar aqui senhor?".
O mais curioso é que, apesar do título falar em coisas que eu queria lembrar para sempre, boa parte do texto nasceu justamente da vontade de deixar algumas coisas ruins pra trás. Eu queria lembrar das coisas boas, entender as ruins e, quem sabe, conseguir seguir em frente um pouco mais leve. E relendo hoje, tanto tempo depois, é engraçado perceber o quanto algumas coisas mudaram e o quanto outras continuam fazendo parte da minha história.
Tem uma Nathalia naquele texto que estava tentando entender o amor próprio, relacionamentos, escolhas e um monte de outras coisas ao mesmo tempo. Algumas conclusões daquela época hoje parecem óbvias para mim. Outras eu provavelmente escreveria de um jeito completamente diferente. Mas tem uma coisa que eu gosto nessa postagem: eu não tentei deixar a história bonita. Está tudo ali. O drama, as escolhas questionáveis, as coisas que me fizeram rir depois, as que me fizeram chorar e até aquelas partes que hoje me fazem pensar "Nathalia, pelo amor de Deus..." ꉂ (´∀`)ʱªʱªʱª E também tem uma parte muito importante da minha história registrada ali: o nascimento da minha filha. Talvez essa seja uma das maiores razões para eu querer que essa postagem continue existindo. Porque, no meio de toda aquela bagunça, também estava começando uma das fases mais importantes da minha vida.
Eu acho que é isso que torna os blogs tão legais. A gente escreve uma coisa hoje sem imaginar que, anos depois, aquilo pode virar uma pequena cápsula do tempo. E essa postagem é exatamente isso para mim. Uma cápsula de uma Nathalia que estava passando por muita coisa, tentando entender a própria vida e registrando tudo do jeito que conseguia.
Então, para o Legado da Guilda, minha recomendação é essa: Coisas de 2017 que eu quero lembrar para sempre.
Não é necessariamente o meu texto mais bonito. Nem o mais engraçado. E definitivamente não é o mais organizado. Mas talvez seja um dos que mais carregam uma parte da minha história. E acho que algumas coisas merecem ser redescobertas justamente por isso.
Terra desligo.
Beijos! ( ´ ▽ ` ).。o♡
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Quando penso em um blog que marcou a minha trajetória, o primeiro que me vem à cabeça é o Kawaii World. Para quem acompanhou a época dos blogs, provavelmente vai entender o motivo. O Kawaii World era, talvez, um dos maiores blogs daquela época, com tutoriais e goodies autorais para quem queria aprender a personalizar o próprio blog.
Acho que uma das coisas que mais gosto de lembrar é justamente essa sensação de estar aprendendo sozinha. Não existia essa facilidade de hoje, em que basta perguntar alguma coisa para o google e encontramos dezenas de explicações. Muitas vezes era copiar um código, testar, dar errado, tentar de novo e comemorar quando finalmente funcionava. E quando funcionava, dava aquela sensação de "eu consegui!". Mesmo que fosse uma mudança pequena, como trocar uma cor, colocar um efeito ou modificar alguma parte do template, era muito legal perceber que você mesma tinha conseguido fazer aquilo.
O Kawaii World não foi apenas um blog de tutoriais para mim. Ele fez parte de uma época em que eu estava descobrindo como funcionavam os blogs e, de certa forma, também descobrindo que eu gostava de mexer com essas coisas. Personalizar um template, mudar uma cor, colocar um detalhe diferente... tudo isso fazia parte da diversão.
Hoje, quando olho para trás, acho curioso pensar que um simples blog com tutoriais poderia ter me marcado tanto. Talvez porque não era apenas sobre aprender códigos, e sim sobre criar um espaço que tivesse a minha personalidade. E talvez seja justamente por isso que o Kawaii World seja o blog que escolhi para relembrar. Porque, mesmo depois de tantos anos, algumas coisas daquela época continuam comigo: o gosto por blogs, por personalização e por passar horas mexendo em detalhes.
No fim, acho que o Kawaii World não ensinava apenas a mexer em um blog. Ele fazia parte daquela diversão de testar coisas novas e deixar o blog cada vez mais com a nossa cara.
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Eu tentei por diversas vezes escrever o que estava acontecendo na minha vida nesses últimos meses, mas querer nem sempre é poder e nesse caso, confesso, eu não estava nem querendo. As palavras faltavam e eu simplesmente me deixei levar pelo dia à dia. Vivi um de cada vez e esperei pelo melhor que não veio. Daí pra frente eu coloquei uma máscara feliz para não incomodar as pessoas - e nem para que elas me "incomodassem" - e apenas deixei rolar os sentimentos quando estava sozinha no quarto. Mas quem realmente eu estou tentando enganar? Como muito já foi dito nesse mundão, não podemos controlar tudo a nossa volta.
Queria poder começar pela parte trágica já que é o ponto de start, só que eu tenho alguns cortes que merecem ser lembrados por mais neutros que sejam para vocês. E também, não quero começar a chorar agora e ter que parar essa postagem ou ter que refazer tudo por achar que está ruim. Então eu pensei em dar início por hoje e ir andando pra trás conforme eu for lembrando também. Nada muito original, eu sei, mas é o melhor que eu estou podendo oferecer no momento. E eu também sei que até agora está tudo meio nebuloso e sem sentido, mas acontece que estou naqueles dias e muito doente. Tá, muito doente pode ser exagero, mas a gripe que eu peguei se tornou dor de garganta com febre e muita, muuuuuita meleca. Fora a tosse que está quase me matando. Descobri até (com base no google) que posso ter sinusite e isso explicaria bastante as minhas dores de cabeça. De qualquer forma do males, o menor. Poderia ser covid mas eu mal saiu de casa e, quando saio levo minhas máscaras e álcool em gel. E apesar de ter alguns dos sintomas parecidos, eu sei que não é esse novo coronavírus. Apenas! Não me venham com "Ahh, mas..." Não! Pare! Eu já estou me cuidando e logo vou estar boa.
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Olá pessoas da terra, tudo bom? Como anda a vida de vocês? A minha ainda está parada em dois mil e dezessete!
Enfim estou aqui para desabafar e colocar um ponto final nessa história de lembranças ruins ou como gosto de dizer,
dando um ponto final nas minhas escolhas erradas. O nome é grande e bem explícito para não ter erro de entendimento mesmo. Vou deixar registrado não só as coisas ruins, mas as boas também, para nunca esquecer e poder seguir em frente com mais leveza, ou pelo menos essa é a ideia. Ainda estou meio que trabalhando nisso sabe, é que aqui é, literalmente, o único lugar onde posso falar certar coisas, mesmo sabendo que certas pessoas podem ler ¯\_(ツ)_/¯
A única postagem
séria desse blog vem com uma Nathalia
obrigada a ser mais madura e realista. Infelizmente meus caros leitores, o mundo da fantasia morre quando o seu coração é partido em mil pedaços. Bom, pelo menos foi assim comigo durante um tempo.
(Digamos que eu sou uma ótima auto psicologa (isso existe?)).
Dois mil e dezessete foi
o ano que eu consegui chegar lá. No auge da coisa toda, sabe? rs É estranho olhar para trás e ver que tudo já fez mais de um ano. Um termino de um namoro de quase quatro anos. Um novo namoro conturbado que nem durou duas semanas. Uma gravidez. A saída de um emprego fajuto. O meu envolvimento com a polícia. É, pelo menos estou viva :D
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Olá pessoas da terra, como vocês estão hoje? Por aqui temos uma neném de um ano e três meses que tem a risada mais linda do mundo e que fica muito estressada quando recebe um não. Bom, essa é só uma fase e vai passar (
assim eu espero, porquê eu não aguento mais y.y). Aliás, falando em neném, vocês já ouviram a música nova da
Park Bom? A música está maravilhosa e merece muita atenção, principalmente depois de tanta espera.
Spring é um feat com Sandara Park (
Park Sisters together), e mostra a volta de Bom de uma forma madura e delicada. Ouçam o mini álbum e deem muito amor para Bommie!
Hoje, faltando apenas quatro dias para acabar o mês, trago um tema do Together um pouco nostálgico eu diria. Coleções, oque você coleciona ou colecionava, que é o meu caso. Demorei muuuito para lembrar que eu já tive minha fase de colecionadora de folhas de papel e buttons. Eu com certeza colecionei mais coisas, mas essas foram as que marcarão mais. Eu, por exemplo, tenho até hoje os geloucos (quem lembra? haha). Dois ou três potes de maionese da hellmans cheios deles, e acho que nunca vou conseguir me desfazer. Teve uma época na minha infância que meus pais comiam quatro mclanches para que eu pudesse ter os brinquedos e ter a coleção completa, que naquela época era muito mais fácil completar e de certa forma valia pena. Acho que já colecionei miniaturas pokémons, moedas, canetas, beyblades, tazos, cartas do Yu-Gi-Oh! (que eu tenho até hoje), e muitas outras coisas que fizeram sucesso. Mas como eu disse ali em cima, vou falar do dois que mais marcarão.
Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva de Março do Together, um projeto para unir a blogosfera! Para saber mais,
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