Blogueiros raiz, uni-vos!
         
Quando estava lendo os temas para derrotar o vilão da semana para o BEDA, a que mais chamou a minha atenção foi o Baú de Memórias. E a primeira coisa que pensei foi em algo que tenho guardado há muitos anos e que, de alguma forma, acabou atravessando várias fases da minha vida comigo. É uma pelúcia de soldado que ganhei quando ainda era criança. Minha mãe comprou na C&A e, desde então, ele acabou fazendo parte da minha vida por muito mais tempo do que eu poderia imaginar.


Esse, senhoras e senhores, é o Sim Senhor.

*Aliás vou dedicar essa postagem a Amanda, que em alguma postagem onde eu mencionei o Sim Senhor, ela pediu para ver uma foto e eu não postei. Desculpa Amanda (´ ε ` )♡

A história que ele guarda talvez não seja a mais interessante de todas, mas é uma história que eu gosto de lembrar. O Sim Senhor fez parte de muitos momentos da minha infância. Esteve presente nas brincadeiras, nos dias comuns e naquela época em que qualquer brinquedo podia ganhar uma personalidade ou uma história própria. Talvez seja por isso que, depois de tantos anos, ele ainda tenha um lugar especial entre as minhas coisas.

Segundo a minha mãe, ela estava na loja para pagar alguma coisa e, quando estava na fila comigo, tinha uma banca cheia de soldadinhos de pelúcia ao lado. Eu pedi para brincar um pouco com um deles e ela deixou, mas, quando fomos nos aproximando do caixa, ela pediu que eu o colocasse de volta no lugar e eu me recusei. Ela diz que fiz cara de choro e tudo. Aqui vale um detalhe importante sobre mim: eu não fui uma criança pidona :) Minha mãe conta que sair comigo sempre foi muito tranquilo, ela até me oferecia as coisas, mas eu simplesmente negava. Então, naquele dia, ela não soube como me dizer não. Uma moça que estava atrás de nós na fila, vendo toda aquela situação, me perguntou qual era o nome do soldado. Minha mãe quis falar que ele ainda não tinha nome, mas eu prontamente respondi: "É Sim Senhor!". E nunca mais foi outro nome. Talvez, na minha cabeça, fizesse todo sentido, já que ele era um soldado.

E acho que uma das partes mais legais dessa história é que o Sim Senhor não ficou apenas na minha infância. Hoje os meus filhos também brincam com ele, inventando suas próprias histórias com o mesmo soldadinho que um dia eu não quis devolver na C&A, hahaha. E foi muito importante para mim que meu marido também conhecesse o Sim Senhor, afinal, ele já fazia parte da minha vida muito antes de nós dois nos conhecermos.

No fim, ele continua por aqui, atravessando gerações e acumulando novas histórias. E eu espero que continue assim por muitos e muitos anos. ❤

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postado por Nat às 23:58 • 26 agosto 2026 • 0 Comentário/s
Hoje completou duas semanas que não estou falando com uma pessoa bem próxima, então resolvi fazer o que sempre faço quando isso acontece: respeitar o silêncio que me foi imposto. Talvez, e é bem provável, que tenha sido eu quem passou dos limites dessa vez, mas, como eu disse ao meu marido: “É uma questão de perspectiva”. Ele não argumentou, apenas disse que eu peguei pesado. Então, vou pegar essa culpa, colocar junto com as outras e seguir em frente.


Eu não quero admitir que estou errada, mesmo sabendo que isso é possível. Aconteceu tudo em tom de brincadeira, até eu abrir a boca e falar algo “pesado”. Mas foi pesado pra quem? Porque, enquanto eu ouvia que meus filhos não puxaram nada de bom de mim, e sim de outra pessoa, todos estavam rindo. Então era engraçado dizer que eu, como mãe ou como ser humano, não tenho nada de bom a oferecer? Principalmente aos meus filhos? Por exemplo, se Alice é uma boa aluna, então ela “puxou” a pessoa X da família, e não a mim.

...

Talvez eu realmente não tenha sido uma boa aluna. Nem mesmo uma boa filha.

Essas coisas sempre acontecem comigo. Todos estão sempre brincando, fazendo suas piadas e tirando sarro de mim. Mas, aparentemente, quando eu respondo, é algo que machuca, rs. Irônico? Ou será que sou eu que sou sem noção? Será que sou sensível demais?

Segundo o meu marido, meu senso de humor é ótimo e bem parecido com o dele. Isso às vezes me deixa um pouco pensativa, porque, quando ele faz a piada é legal. Quando eu faço, não é. Talvez o problema nem seja a piada em si. Talvez seja quem está fazendo a piada e, principalmente, quem está do outro lado dela. Porque eu consigo rir de mim mesma. Consigo ouvir coisas sobre mim, fazer piada com os meus próprios defeitos e de vez em quando reconhecer quando alguém tem razão. O que eu não consigo entender é por que existe uma diferença tão grande entre poder rir de mim e eu poder rir dos outros. E talvez seja justamente aí que a minha culpa está: eu achei que tinha liberdade para brincar dos dois lados. Achei que, se eu conseguia ouvir, também poderia falar. Só que, aparentemente, não funciona assim.

Então fico tentando entender qual é o limite. Até onde eu posso brincar? O que é engraçado e o que deixa de ser? Quem decide isso? Porque, quando a brincadeira é comigo, parece que eu deveria simplesmente rir. Quando a brincadeira parte de mim, parece que eu deveria ter mais cuidado ou somente ficar quieta. 

...

Talvez eu tenha passado do limite. 

Talvez tenha tocado em um ponto que não deveria. Talvez eu devesse simplesmente reconhecer isso, pedir desculpas e deixar para lá. Talvez... Mas reconhecer que errei não apaga o fato de que algumas coisas também me machucam. Eu acho que é isso que mais me incomoda. Não é exatamente a culpa. É a sensação de que, no final, eu sempre acabo sendo a pessoa que exagerou, que entendeu errado, que foi sensível demais ou que não soube brincar. Enquanto isso, todo mundo segue rindo. E eu fico aqui, tentando descobrir em que momento a brincadeira deixou de ser engraçada.

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postado por Nat às 23:59 • 16 agosto 2026 • 0 Comentário/s
Esse texto está parado há mais tempo que qualquer outro. Talvez por ser sensível demais ou por eu não saber como expressar sentimentos confusos. O que era pra ser amor, amizade e qualquer outra coisa boa, na verdade, é uma mistura de tudo. Isso inclui ingratidão da minha parte também.

Porque é difícil falar sobre alguém que, ao mesmo tempo em que te fez feliz, também te fez sentir coisas que você não sabe explicar. É difícil separar as lembranças boas das ruins quando elas parecem morar no mesmo lugar, e talvez seja justamente isso que me fez demorar tanto para escrever.

Eu sei que existem coisas pelas quais sou grata. Sei das vezes em que fui cuidada, das coisas que recebi, dos momentos bons e de tudo aquilo que, olhando de fora, deveria ser suficiente para dizer “eu tive uma boa infância”. E talvez eu tenha tido. Mas isso não apaga o que doeu. E é aí que começa a parte complicada, porque admitir que algo me machucou parece, na minha cabeça, uma espécie de acusação. Como se reconhecer a minha própria dor significasse dizer que tudo de bom não valeu de nada. Como se eu estivesse sendo injusta, ingrata ou não tivesse o direito de me sentir assim. Só que sentimentos não funcionam desse jeito, né?

Eu posso ser grata e ainda assim ter ficado triste. Posso amar e ainda sentir medo. Posso guardar lembranças boas e, ao mesmo tempo, não querer reviver algumas delas. Talvez o mais difícil seja aceitar que essas coisas podem existir juntas, sem que uma torne a outra uma mentira. Talvez seja por isso que algumas lembranças sejam tão difíceis de colocar em palavras, porque nem sempre foram grandes acontecimentos isolados. Às vezes eram coisas pequenas, mas que, quando você é criança, parecem enormes. Um tratamento de silêncio que fazia a casa parecer muito maior e mais vazia do que realmente era. Um olhar que fazia você pensar duas vezes antes de abrir a boca. A sensação de não saber exatamente o que tinha feito, mas saber que tinha feito alguma coisa.

Não quero transformar todas as lembranças boas em algo ruim só porque algumas delas doeram. Também não quero fingir que nada aconteceu só porque hoje consigo olhar para algumas coisas de outra maneira. Acho que, por muito tempo, tentei escolher entre uma e outra, como se precisasse decidir se fui feliz ou se fui machucada. E hoje começo a entender que posso ter sido as duas coisas.

Bom, ainda tenho medo e ainda penso demais antes de tomar algumas decisões. Ainda procuro aprovação e, às vezes, me pego querendo ter certeza de que estou fazendo tudo certo. Uma parte de mim ainda é aquela criança tentando descobrir o que precisa fazer para não decepcionar. E acho que é justamente isso que estou tentando mudar. Não apagar o que aconteceu, não fingir que não doeu e muito menos transformar tudo em algo ruim. Só aprender que algumas escolhas podem ser minhas, mesmo quando ninguém diz que estão certas.

Ainda não sei fazer isso muito bem. Na verdade, provavelmente vou continuar pensando demais, procurando aprovação e me perguntando se estou fazendo a coisa certa. Mas agora consigo perceber que esse medo existe e que ele não precisa decidir tudo por mim. Eu não preciso escolher entre amar e reconhecer o que me machucou. Não preciso transformar as lembranças boas em mentira para validar as ruins. Posso guardar as duas coisas e seguir em frente com elas. E acho que, depois de tanto tempo, era isso que eu precisava dizer.


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postado por Nat às 23:54 • 07 agosto 2026 • 0 Comentário/s
Olá seres mágicos, como estão?
Eu ando sumida, mas ando feliz. Muitas novidades, muitos sorrisos e muita coisa boa rolando fora da internet. O blog anda parado, mas eu não me esqueci dele, eu só estava vivendo a vida real (finalmente, rs). Quando estiver com um pouco mais de tempo, eu juro que venho aqui contar as novidades do jeito que eu gosto, ou seja, cheio de detalhes :D

Por agora vou atualizar o blog com a ajuda do Together que lançou um tema bem pessoal: compartilhar a sua melhor memória! Então vamos lá.
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postado por Nat às 23:59 • 28 novembro 2021 • 2 Comentário/s
Me levaram de cadeiras de rodas até uma sala onde tinha outras grávidas em trabalho de parto, tudo separado por cortinas o que me fazia ouvir em alto e bom som, as outras mulheres gritando de dor. Nesse lugar deitada na maca, ouviram o coração da Alice de novo, e depois me fizeram ficar quase uma hora de baixo do chuveiro (parece que água ajuda a com a dor). Mas vou confessar, trinta minutos depois eu não aguentava mais aquela água batendo em mim, então eu pedi para sair e me pediram pra ficar um pouco mais. Assim eu fiz, porém dez minutos depois eu falei assim: “Mãe, fala que eu vou sair de qualquer jeito!”. Depois que sai, as enfermeiras me ofereceram aquela bola de pilates para fazer alguns exercícios para ajuda na dilatação, só que eu recusei (acho que eu mataria aquela bola), então elas falaram para fazer agachamentos quando sentisse as contrações.

Após os exercícios e exame de toque, lá se foram algumas horas. E antes da minha bolsa estourar, lá estava eu sonolenta mais uma vez deitada na maca, com aquela máquina ligada em mim para ouvir o coração da Alice. Esses últimos momentos foram bem ruinzinhos, pois teve uma hora que eu fiquei agoniada igual no chuveiro e queria levantar, tirar aquela máquina de mim, e quando fizeram eu vomitei pela última vez. Cansada, eu capotei na maca e só senti o último exame de toque, quando de repente minha bolsa estourou. Fui andando até a sala de parto, e depois de muita força, dor, achando que não ia aguentar, da minha mãe ajudando a empurrar, Alice nasceu. Ela nem chorou, só ficou me olhando com cara de brava, hahahaha!
Acho que é isso.

Parte Um - Parte Dois

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postado por Nat às 23:54 • 29 abril 2020 • 0 Comentário/s


Como o hospital não era longe, chegamos em menos de uma hora, e lá dentro do hospital o pré-atendimento foi até rápido, só tive de ficar sentada enquanto as enfermeiras usaram uma máquina para ler os batimentos da Alice, e a minha mãe preenchia um formulário. O que mais demorou mesmo, foi a consulta com a ginecologista para saber se eu já iria ficar internada ou não. Só para ter uma noção, eu cheguei faltando vinte minutos para o meio dia e só fui atendida pela médica às duas horas da tarde. E nesse meio tempo, eu continuei sentindo contrações fortes, só que suportáveis. E como eu não conseguia ficar sentada ou parada por muito tempo, fiquei dando voltas nos corredores do hospital (dizem que andar ajuda a dilatar).

Depois de muito andar, sentar e vomitar (mesmo sem comer nada desde as 20h da noite passada), a médica chegou e fez o exame de toque para saber quantos centímetros eu tinha. Foi uma das coisas mais dolorosas que eu tive passar na vida, como se já não bastassem as contrações. Bom, exame feito e eu estava com 6cm, ou seja, iria ficar internada pois a Alice iria nascer logo. Confesso que levei um susto com a notícia, era um misto de felicidade, medo e vontade de sair correndo, mas eu não tinha pra onde correr. Tive que tirar toda a roupa e joias, e usar aqueles aventais de hospital.

Continua...

Parte um aqui

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postado por Nat às 23:19 • 24 abril 2020 • 0 Comentário/s
Eu sempre quis deixar registrado o meu relato de parto, mas eu sempre fui enrolando e ele nunca saiu. Eu quero deixar isso registrado para que, principalmente, eu nunca me esqueça, porque isso vai acabar acontecendo (a idade chega para todo mundo, não é mesmo?!). E eu espero que o Sr. Blogger nunca acabe, pois eu não pretendo deixar registrado em nenhum outro lugar. E eu vou dividir o relato em duas partes, porque eu não sei contar histórias curtas. Seguimos então!

Bom, primeiro que eu queria muito que a Alice tivesse nascido em novembro, mas a minha neném - que é muita espertinha - resolveu nascer em dezembro. E isso não tem nada a ver com signo - caso você tenha pensado isso. O medo era ela fazer aniversário no mesmo dia que uma pessoa ruim, mas por cinco dias, ela escapou :) Só que mesmo nascendo em dezembro, a festinha do parto começou mesmo em novembro. Então no último dia de novembro, logo quando começou a ficar de noite, eu comecei a sentir algumas dores leves na lombar. Só que o mais engraçado foi que quando eu estava conversando com duas amigas no whatsapp, que não paravam de me perguntar se eu estava sentido alguma coisa (isso era antes das vinte horas), eu não estava sentido absolutamente NADA, e depois que a conversa morreu no grupo, as dores começaram. E como as dores eram leves, não tinha a menor necessidade sair correndo para o hospital, e eu jamais imaginaria que aquilo iria ficar pior. Porque sim, apesar de um momento lindo, é muito doloroso parir.

Depois que as dores começaram a ficar mais intensas, eu já não conseguia fazer mais nada. Eu acabei não jantando e indo tomar banho para tentar dormir (já que eu resolvo as minhas dores dormindo). Eu não sei quanto tempo eu fiquei no banho, mas sei que foi ótimo e super aliviou as dores que eu estava sentindo, e a minha mãe nem ligou o tanto que eu demorei. Só que quando eu sai do banho (parecendo uma uva passa grávida), as dores logo voltaram. A parte ruim, confesso, não foi nem as dores, foi ter que escutar a seguinte pergunta da minha mãe: O que você está sentindo? Gente, eu sei que pareceu bem normal a pergunta, mas aquelas dores estavam me transformando na mulher Hulk! Eu queria ter pulado no pescoço dela e fazer sentir toda a dor que eu estava sentindo, mas como uma dama de mau humor, apenas respondi: Dor! Estou sentindo muita dor. E a partir daquele momento as dores que já estavam intensas, ficaram cada vez mais fortes. Eu até tentei assistir alguma coisa na televisão, tentando achar uma posição confortável no sofá, mas sem sucesso. Eu também tentei dormir no sofá, e sem sucesso. Então resolvi ir dormir na cama.

Essa decisão foi boa, até o momento que aquelas dores se tornaram contrações de minuto em minuto, e não me deixaram mais dormir. Eu simplesmente fechava os meus olhos, começava a adormecer, quando de repente eu acordava com uma p*ta dor! Aí eu ficava na cama até a contração passar, ia ao banheiro fazer UMA gota de xixi, e voltava para cama pra tentar dormir. Esse ciclo durou até as seis horas da manhã, quando eu me irritei e fui tomar um banho. De novo, não me perguntem quanto tempo eu fiquei de baixo daquele chuveiro, mas cada minuto era maravilhoso. Nesse meio tempo, minha mãe já havia levantado e ficou me esperando na sala, e de novo ela perguntou como eu estava me sentindo. Eu respondi que estava com mais dor e que elas viam de minuto em minuto. *pausa* Despois dessas minhas palavras, minha mãe entrou em um estado que eu nunca tinha vista nela, a calma. Eu sei que eu sai do banho as nove (detalhe importante, antes de entrar para tomar banho, eu vomitei tudo o que estava no meu estomago). Desde as nove até ao meio dia, que foi quando saímos de casa, a minha mãe foi tomar café, tomar banho e arrumar algumas coisas para levar ao hospital, tudo isso na maior lerdeza do mundo pra mim. Mas enfim, no final ela ficou pronta e fomos de uber até o hospital.

Continua ...

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postado por Nat às 23:43 • 08 abril 2020 • 1 Comentário/s
Finjam que é dia 01 de Dezembro por favor.


Filha, meu amor,

Quando eu soube que você estava dentro de mim, eu chorei. Abraçada com o seu pai, quase que escondidos das pessoas da rua, chorei como uma criança perdida. Chorei por medo da bronca que estava por vir, e por não ter a menor ideia do que iria acontecer quando eu contasse para sua avó e o resto da família. Chorei por perceber, mesmo que inconsciente, que eu não sabia como iria te criar e por "perder" a juventude. Aprendi que ser mãe é abrir mão de muita coisa, e isso me fez chorar por muitos meses.

Apesar dos medos e as frustração, uma coisa eu tinha certeza, eu te amava incondicionalmente. Eu chorei quando ouvi o seu coração pela primeira vez, e chorei quando te vi pela primeira vez. Você toda perfeita, nem chorou quando nasceu, só ficou me olhando e tentando entender o que estava acontecendo. Você era uma tão pequena e linda que a minha vontade era de congelar o tempo, e viver aquele momento pra sempre.

Decidi ter você porquê não tive coragem de te abandonar. Eu tive medo disso e eu não me arrependo. Decidi que iria ficar o mais longe possível do seu pai, e que iria criar você sozinha. Não foi e não é fácil, mas eu também não me arrependo. Decidi ter um parto normal e consegui. Te amamentar em livre demanda até os dois anos, check. Você aprender a andar sem um andador, confirma também. Claro que nem tudo não foi fácil assim, você por exemplo ainda não come direito sozinha, e me faz repetir mil vezes a mesma coisa. E nos últimos meses quando eu te dou alguma bronca, você me olha, dá um sorriso lindo e segurando o meu rosto fala "eu te amo" e termina me dando um beijo. Fala se você não é a criatura mais sem vergonha do mundo. Não tenho estrutura para isso.

Você mudou a minha vida, e todos os dias eu peço perdão por não ser a mãe perfeita que você merece. Eu falho e sei que ainda vou falhar, mas espero que você me ajude sempre a melhorar. A cobrança da maternidade vem de todos os lados, até de quem ajuda. Você vai ouvir histórias das quais eu não sinto orgulho, onde eu fui fraca e não tive alguém para me tirar da situação. Talvez algumas delas eu mesma tenha me colocado lá, mas um dia você vai ser jovem e eu acho que você vai entender. É o que eu espero.

Ter ficado grávida aos 21 anos e ter parido aos 22 anos, não foi mágico. A beleza de estar grávida você vai ver muito mais nas revistas, no dia a dia a coisa pega fogo. E quando você nasceu não melhorou. Parece que quanto mais você cresce, mais difícil fica. Em parte hoje em dia eu até entendo a sua avó, porém ainda espero não ter muito dela em mim no ato de maternar.

Nesses dois anos sendo só a sua mãe, a coisa mais difícil foi ser a sua mãe. A culpa não é sua, mas criar um ser humano que depende de você o tempo inteiro, é complicado. Eu comemorei todas as suas conquistas como se fossem um prêmio Nobel, e me senti fraca todas as vezes que você ficou doente. Tudo isso faz parte, mesmo sabendo que não controlo tudo.

Filha eu te amo! E eu espero te proteger de todo o mal que está por vir, porquê eu sei que ele vai vir.

Com todo o amor que tenho no meu coração,
Mamãe.


28. Carta para alguém que mudou sua vida

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postado por Nat às 05:05 • 14 dezembro 2019 • 2 Comentário/s
image Essa postagem vai ter spoiler, depressão e coisas do gênero. Se você não se sentir confortável, pule para a próxima postagem. image
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postado por Nat às 23:59 • 21 outubro 2019 • 1 Comentário/s
Olá pessoas da terra, como anda o planeta de vocês?
Hoje eu vou participar da blogagem coletiva do Together que propôs um tema muito importante: cuidarmos de nós mesm_s! Isso por que estamos em setembro, e esse é o mês da Campanha de Prevenção ao Suicídio no Brasil. Achei muito interessante esse tema que a Shana escolheu, mesmo que eu não tenha tido experiências boas com alguns terapeutas, eu sempre recomendo as pessoas procurarem ajuda profissional. Isso é importante, não deixar as nossas experiências afetar as das outras pessoas. Falando nisso, se você está se sentido sozinho ou precisando de ajuda e quiser conversar, eu estou aqui. Mas se eu não servir (o que é ok), tem o CVV (Centro de Valorização da Vida). É só discar 188 e lá vai ter alguém pronto pra te ajudar. E é sempre bom reforçar que o CVV é 24hrs, então não precisa se preocupar com a hora. E outra coisa legal e que eles também atendem pelo chat. Se você ficar com vergonha de falar, pode escrever :)

Não estou aqui para dar dicas do que vocês precisam fazer em tempos de crise, vou só falar das coisas que eu faço quando não estou bem. Mas se isso te ajudar de alguma forma, vou ficar feliz :)

Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva de Setembro do Together, um projeto para unir a blogosfera! Para saber mais, clique aqui.
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postado por Nat às 23:50 • 29 setembro 2019 • 5 Comentário/s

Olá pessoas da terra, tudo bom? Como anda a vida de vocês? A minha ainda está parada em dois mil e dezessete!
Enfim estou aqui para desabafar e colocar um ponto final nessa história de lembranças ruins ou como gosto de dizer, dando um ponto final nas minhas escolhas erradas. O nome é grande e bem explícito  para não ter erro de entendimento mesmo. Vou deixar registrado não só as coisas ruins, mas as boas também, para nunca esquecer e poder seguir em frente com mais leveza, ou pelo menos essa é a ideia. Ainda estou meio que trabalhando nisso sabe, é que aqui é, literalmente, o único lugar onde posso falar certar coisas, mesmo sabendo que certas pessoas podem ler ¯\_(ツ)_/¯
A única postagem séria desse blog vem com uma Nathalia obrigada a ser mais madura e realista. Infelizmente meus caros leitores, o mundo da fantasia morre quando o seu coração é partido em mil pedaços. Bom, pelo menos foi assim comigo durante um tempo. (Digamos que eu sou uma ótima auto psicologa (isso existe?)).
Dois mil e dezessete foi o ano que eu consegui chegar lá. No auge da coisa toda, sabe? rs É estranho olhar para trás e ver que tudo já fez mais de um ano. Um termino de um namoro de quase quatro anos. Um novo namoro conturbado que nem durou duas semanas. Uma gravidez. A saída de um emprego fajuto. O meu envolvimento com a polícia. É, pelo menos estou viva :D
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postado por Nat às 07:07 • 07 junho 2019 • 10 Comentário/s
Annyeonghaseyo!
Antes de você, leitor, começar achar que eu estou fazendo drama no titulo ou que estou com uma faca na minha mão pronta pra me matar apos o post, peço que tenha calma! Vou tentar explicar de uma forma não muito apelativa o que eu ando pensando nesses últimos meses. Mas antes, quero agradecer a todos que lembraram que sexta passada (16/06) foi o meu aniversario de 22 anos! *momento feliz da Nat uhhhh~~* Nem parece que sobrevivi 22 anos nesse planeta com varias pessoas ruins kk. Bom, não teve festa, presentes, bolo ou varias pessoas no meu facebook me desejando parabéns (eu desativei a opção das pessoas verem a data do meu aniversario), isso fez com que só uma pessoa me desejasse parabéns pelo Facebook. No final do dia apenas 10 pessoas se não me engano lembraram do meu aniversario e eu fiquei super feliz :D Muito obrigada a todos! Ah, e eu gostaria de agradecer ao pessoal do Onigiri Quase Prédio que fez plaquinhas lindas <3
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postado por Nat às 19:24 • 23 junho 2017 • 4 Comentário/s
Eu não sou sua e nunca vou ser!

Você com sua mente doentia acabou com tudo com o primeiro tapa e o ultimo olhar sedento pelo meu sangue. De fato, fiquei com medo, mas não tenho medo agora. Você apenas matou uma vida minha, tenho mais 5 pra gastar, então respira fundo que o contra-ataque já esta pronto meu amor. Vou mentir e ser tudo o que você mais precisa e quer. Vou ser seu doce veneno e destruir o seu pensamento mais sagrado, fazer você se perder em mim e só de mim se alimentar. Te tocar sentindo nojo e olhar no fundo dos seus olhos negros e convencer que você me tem e terá até o fim dos tempos. Provar que você é só mais um homem perdido no mundo, um homem tão falho e cheio de pecados quanto eu. Te dar tudo enquanto te tiro tudo. Tão perto, tão quente e feroz.. Ouvir você gritar e não ter ninguém pra ouvir, será minha diversão.
Eu tenho amor e sou o máximo do pecado, então vou fazer você sangrar só de te olhar e te ver implorar pela vida que não tem mais. Eu vou te ter, te amar e te matar friamente. Vou lavar minhas feridas com álcool e continuar andando firme pela terra, e todos vão olhar para mim e ver uma pequena menina inocente que perdeu um grande amor. Eu vou contar suas histórias como se fossem minhas histórias, viver seus sonhos como se fossem meus sonhos e ninguém nunca saberá porque a escuridão vai guardar todos os nossos segredos. Você pode confiar em mim!
[edit 15/07/2017]
Esse texto, bem, ele fala de uma menina que depois de sofrer um ataque de um homem que ela conhece, resolve se vingar dele. Ela acha que a força da mente vai ser maior que a dos punhos dele.
[/edit]

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postado por Nat às 21:56 • 28 fevereiro 2017 • 8 Comentário/s
Mais um dia sem você.
Eu ainda não sei como aconteceu e nem o porque de não conseguir sair da cama pra viver sem você. Eu simplesmente não consigo esquecer. Não sei tirar você de mim e tudo que eu tento fazer pra você voltar dá errado. Eu estou tão cansada de gritar, de chorar e de fingir que eu estou bem quando na verdade eu queira estar bêbada do seu amor.
Eu não sei o que fazer. E eu não aguento esperar, eu não quero esperar!
Tem dias que eu choro. Tem dias que eu estou no automático, fingindo que nada me afeta.
Já faz mais de um mês e eu ainda choro no meu quarto.

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postado por Nat às 15:43 • 14 agosto 2016 • 3 Comentário/s
A faculdade é uma bosta! Faz um tempo que não gosto de vim pra cá para estudar e acabar vendo por consequência a cara das pessoas. Um povo feio e chato que muitas das vezes são mal educados e falsos. Sério, eu não estou mentindo. Parece que curso superior hoje é REALMENTE pra qualquer um. Também não estou falando que todas as pessoas não merecem fazer faculdade, mas que todas elas, até as que não fazem deveriam ter o mínimo de educação, porque pelo que eu sei até as pessoas que tem a doença retardamento mental consegue ser mais educado que uma pessoa "normal”.
Eu odeio ficar olhando pra cara dos professores e pros outros alunos, não falo com eles porque deve ser uma merda ter amigos que falam com você porque acha que é obrigado. Odeio ter que vir e passar sono, fome e estudar para tentar ser alguém. Isso é culpa da minha mãe que acha que eu tenho que fazer essa merda de faculdade idiota. Eu nem sabia o que eu queria fazer, mas foda-se o que eu penso e acho, até porque é só do meu futuro que estamos falando.
Agora estou aqui com vários problemas internos tipo: fiquei mais antissocial, odeio definitivamente sair da minha casa para ver as pessoas, as vezes quero chorar do nada (como agora) sem motivo, fico cansada mais rápido e ganhei um namorado. Sim, eu ganhei um "boy magia" e cara, esse sim foi um problema. Não que eu não o ame, não que eu esteja namorando a força e nem nada, mas namorar dá mais trabalho do que fazer um curso de medicina na faculdade.
Só pra falar, assim, pra vocês não acharem que estou fazendo curso de medicina porque eu não estou fazendo, ok?! Eu faço TADS (Tecnologia em Analise e Desenvolvimento de Sistemas). Grande o nome né?! Mas é uma bosta fazer aqui onde estou.
Estou cansada e prestes a explodir. Só queria falar isso aqui...

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postado por Nat às 03:11 • 02 dezembro 2014 • 2 Comentário/s